Outras formas de ver Jesus - Exercício quaresmal
É impressionante como temos que nos exercitar para termos outras percepções de Deus.
Eu refleti muito de como eu vejo Jesus. Ele é aquele homem sentado em um trono no céu, mas também é o bebê recém nascido, frágil e pobre entre os animais.
Não que Jesus seja fraco, ou que ali não estivesse toda a divindade, o Deus Todo-Poderoso. Estava. Mas isso é o que faz ser incrível, Ele escolheu aparecer frágil, fez isso por amor a nós.
Então quando Jesus nos chama para olhar para o mundo com os olhos dele, nos chama para ser parecidos com ele, nós começamos a ver Jesus em coisas bem diferentes do que estamos acostumados.
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| Por Muhammad Muzamil |
Esses dias estava no shopping quando vi um menino pequeno, magro, com roupas sujas e rasgadas, claramente pedindo esmola e, quem sabe, afanando algum troco mais fácil. Me arrepiou em ver naquele menino, o menino Jesus.
Não que Jesus fosse um trombadinha (eu sei que vocês vão fazer essa ligação tosca), mas olha, aquele menino era pobre, não só de bens materiais, mas de pão, alimento básico, dignidade de vida e uma perspectiva diferente do futuro.
Não que Jesus fosse um trombadinha (eu sei que vocês vão fazer essa ligação tosca), mas olha, aquele menino era pobre, não só de bens materiais, mas de pão, alimento básico, dignidade de vida e uma perspectiva diferente do futuro.
Então entendi porque Jesus quis ser pobre e frágil, ele queria que olhássemos para essas pessoas que muitas vezes nos passam despercebidos.
É muito complexo então a sua atuação a partir desse ponto, já que queremos ser um "mini-Jesus" para as pessoas. Eu levantei algumas características que me parecem ser básicas pensando em Jesus, e percebi que muitas entram em conflito do nosso ponto de vista humano:
- Ser um salvador para quem está perdido da vida;
- Ser servo para quem precisa de vida;
- Ser um ponto de luz para pessoas obscurecidas;
- Se colocar abaixo do próximo;
- Se sacrificar por quem sofre;
- Ser bom, humilde e doador para quem nos faz mal.
Esses são algumas das coisas que eu vejo em Jesus e penso em como posso aplicar aqui na minha vida. Para nós humanos é um grande dilema ser um farol e se colocar abaixo do próximo, mas para Deus isso foi o que ele mais quis, então ele brilhou mais quando se humilhou, se rebaixou a ser um bebê fraco, a ser um homem que andava a pé e um condenado a cruz.
É difícil para nós sequer tentarmos ser assim, fazer um algum desses atos é custoso, muitas vezes contra a nossa natureza, a auto-preservação nos faz evitar esse tipo de conflito, mas Jesus aparece em nossa frente e reforça: é preciso amar o próximo!
As vezes ele berra nos meus ouvidos, porque eu sou teimoso e burro, sabe.
Então eu saio do menino na manjedoura e chego na sagrada família fugindo para o Egito.
Impossível não ver esse Jesus nos refugiados que tanto tem sido pauta no mundo.
Nessa situação nos colocamos em cheque novamente: como vamos ficar parados vendo essas pessoas desesperadas e sofrendo, precisando de um novo lar, porque seu antigo se tornou uma ameaça de morte!
Mas essas pessoas são diferentes, elas tem culturas diferentes, a maioria só vai nos olhar estranho na rua, mas e aqueles que terão ódio e violência? Algumas podem nos agredir só pela diferença, isso é real e é uma preocupação humana.
Então vamos nos fechar e deixar que eles sofram entre eles?
Imagina se Deus tivesse se fechado no céu e nos deixado com os problemas que nós mesmo criamos?
Ou vamos selecionar quem vai entrar no nosso país, não podemos receber qualquer um.
Quando Deus olhou para a terra ele não viu nenhum que buscasse a Deus, imagine que ele selecionasse a quem fosse "melhor", nenhum de nós o conheceríamos.
Jesus se colocou em perigo para criar um relacionamento melhor e dar vida para nós. Na verdade não foi perigo, ele morreu mesmo.
Se esforçar para criar uma nova sociedade com pessoas diferentes, mas salvas da guerra, da fome e da morte é perigoso, na verdade é fatal, porque morremos para nós e renascemos pelo o outro, exatamente como Jesus fez.
Não é fácil, ele chorou sangue, sentiu dores horríveis, julgamentos e terror psicológico. Mas para Deus a vida valia a pena. Quero que eu consiga ver sempre assim, a vida vale a pena.
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| Por Bruno Aguirre |
"Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram;
necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’.
"Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?
Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos?
Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar? ’
"O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’."
- Mateus 25:35-40


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